Acne

acne é um verdadeiro fantasma na vida dos adolescentes e, em alguns casos, na vida dos adultos também. Quando da explosão hormonal da puberdade, as glândulas sebáceas produzem muito sebo, ocorrendo oclusão do orifício de eliminação e contaminação por uma bactéria, o Propionebacterium acnes.

A acne é o conjunto de alterações na estrutura da glândula sebácea, ocorrendo inflamação da estrutura pilo-sebácea, infecção e alterações estéticas. Clinicamente caracteriza-se pela ocorrência de comedões abertos e fechados (cravos), pápulas e pústulas (espinhas) e, nos casos mais graves, cistos. Cicatrizes inestéticas como “herança” do acne ocorrem em pessoas que apresentam naturalmente um alteração de cicatrização, nada tendo a ver com tratamentos ineficazes ou com manipulação das lesões.

Ao contrário do que se pensa, a alimentação e a exposição solar nada influem no curso do acne. No adulto, as causas do acne variam bastante. Desequilíbrios hormonais, constipação intestinal, acne menstrual e acne rosácea são os tipos mais comuns.

GRAUS DE GRAVIDADE DO ACNE:

I- Existência de comedões fechados

II- Existência de Comedões abertos, fechados, inflamação

III- Comedões e pústulas

IV- Soma-se a tudo cistos = ACNE CÍSTICA CONGLOBATA

O tratamento medicamentoso depende de cada caso e de tipo de pele. A higiene rigorosa, para remoção de toda a oleosidade da pele, ao menos 3 vezes por dia, é a base do tratamento. Utiliza-se retinóides, benzoilatos, antibióticos tópicos e/ou sistêmicos e, em alguns casos, cortisona por via oral. Nos casos de cicatrizes inestéticas, apenas os peelings químicos e cirúrgicos profundos podem atenuar ou removê-las.

É de facto uma situação bastante penosa na adolescência

A acne como já referido acima é frequentemente penosa para os adolescentes, podendo conduzir à ansiedade e ao isolamento. Porque o «borbulhento» é rejeitado, pode ter dificuldades em amar ou ser amado. As consequências psicológicas são, não raro, significativas, podendo chegar a desencadear verdadeiras depressões.

Por isso, os pais deverão estar atentos e não hesitar em enviar os filhos a uma consulta de dermatologia. Aliás, tem-se constatado uma grande aderência a estas consultas por esta doença: todos os professores de liceu poderão confirmar que, actualmente, é muito mais agradável olhar para as caras dos alunos.

03. Fevereiro 2012 by admin
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Diamantes Chopard

Chopard – os diamantes felizes…

A marca foi fundada por Louis Ulysses Chopard, a meio do século XIX. E durante quatro gerações manteve-se na mesma família. Até que os bisnetos do primeiro Chopard relojoeiro se mostraram completamente desinteressados do negócio que tinha dado fama mundial ao seu nome. Não tinham vocação para os relógios! E a marca que se celebrizou com o “Happy Diamonds” foi vendida… mas nem por isso ficou menos famosa. Muito pelo contrário…

Muito antes de Louis Ulysses Chopard ter fundado a marca que ainda hoje ostenta o seu apelido, os camponeses do Jura, na Suíça, já tinham encontrado na relojoaria o seu passatempo para os longos e rigorosos Invernos que deixavam as aldeias da região isoladas do resto do mundo. Terminadas as tarefas exigidas diariamente pela agricultura, os aldeãos dedicavam-se à construção de relógios de bolso a partir das peças que eram fornecidas por comerciantes do sector. Nos meses de Verão, as peças eram recolhidas por organizações comerciais (comptoirs) que posteriormente as colocavam no mercado, assegurando um negócio chorudo.

A maioria destes empreendedores que se dedicavam ao comércio de relógios de bolso, estava estabelecida em Genebra, cidade a partir da qual dirigiam as suas encomendas aos artesãos rurais do Jura. Mas no início do século XVIII, aquela região suíça começa a transformar-se na sede de diversos fabricantes de relógios, retirando alguma da importância a Genebra enquanto centro de dinamização da actividade. A localização da mão-de-obra assumia o papel preponderante nos novos rumos do negócio da relojoaria e os detentores do know-how começavam a conquistar, por iniciativa própria, o controlo da sua actividade.

Paciência e muita dedicação, já se sabe, foram os ingredientes fundamentais para estabelecer as bases sobre as quais se desenvolveu a indústria relojoeira suíça. É assim, também, que começa a história da Chopard, marca que tem as suas origens na tradição relojoeira do Jura, muito anterior ao surgimento de uma indústria moderna e organizada e que lidera a competição neste segmento do mercado global.

O fundador da Chopard nasceu em 4 de Maio de 1836, na pequena vila de Sonlivier, situada a meio caminho entre La Chaux-de-Fonds e Santi Imier, cidade que se havia transformado, em meados do século passado, num importante centro da indústria dos relógios. Os primeiros fabricantes instalaram-se em Sonlivier na década de 30 do século XVIII, seguindo a tendência da região do Jura. Não há provas indesmentíveis de que os ascendentes de Louis Ulysses Chopard já se dedicassem à actividade que havia de dar fama ao nome de família. A história oficial da Chopard refere apenas, prudentemente, que o pai de Louis-Ulysses, Félicien, estaria de algum modo ligado ao negócio, tal como muitos outros habitantes da área.

Certo, de acordo com as crónicas, é que o fundador da Chopard se estabeleceu por conta própria a partir de 1860, quando era um jovem de 24 anos, adoptando as iniciais “L.U.C.” como primeiro nome de combate no mercado relojoeiro. Um edifício amarelo naquela pequena cidade suíça foi a primeira sede da Chopard, onde Louis-Ulysses pintou as iniciais por que se tornaria conhecido no meio. Sabe-se pouco sobre a evolução do negócio até ao final do século XIX, mas a primeira peça produzida sob a marca adoptada pelo fundador da Chopard foi o modelo “ê Sonlivier”, um relógio de bolso que recorria à numeração romana e que ostentava, junto do número “II” do mostrador, o orifício onde era aplicada a chave que permitia “alimentar” de energia o mecanismo. O tempo de autonomia desta peça que integra, hoje, o museu da Chopard era de um dia.

Para se diferenciar dos seus cerca de 90 concorrentes igualmente estabelecidos em Sonlivier, o jovem empreendedor apostou na precisão e qualidade dos seus relógios. E se os cuidados com a boa impressão que pretendia causar aos seus clientes o levaram a vender os seus preciosos produtos em vistosos, mas sóbrios, estojos, também os esforços para angariar novos clientes para as suas peças de relojoaria não foram descurados. Em 1912, Louis-Ulysses Chopard empreendeu uma longa viajem por diversos países europeus, com o objectivo de fazer o “marketing” dos relógios que fabricava em Sonlevier. Polónia, Hungria, nações do Báltico e Rússia foram alguns dos mercados-alvo de um périplo que recolheu grande sucesso, com reflexos óbvios no ritmo de crescimento da fama da marca Chopard e do respectivo volume de vendas.

De acordo com os historiadores da empresa, entre os clientes conquistados contou-se o czar Nicolau II, que então estava a poucos anos de se tornar numa das vítimas da primeira revolução comunista mundial. O facto é que, durante as décadas que se seguiram a esta viagem comercial de Louis-Ulysses, a Chopard manteve fortes posições nos mercados do Leste europeu.

A palavra de ordem no início dos loucos anos 20 era “expansão”. Os tempos tinham mudado substancialmente desde que Louis-Ulysses tinha fundado a Chopard em Sonlevier e o crescimento de grandes centros urbanos, por onde passavam as principais rotas dos circuitos comerciais mundiais, já não se compadecia com a existência de empresas que teimassem em manter os seus centros de decisão em pequenas vilas periféricas. A indústria, em geral, dava passos acelerados em direcção à produção em massa, aspecto em que o sector automóvel e Henry Ford impunham as regras da revolução em curso.

Na área da relojoaria, a era dos relógios de bolso já estava a passar à história. As máquinas que se usavam agarradas ao pulso através de uma bracelete, mostravam-se mais práticas e faziam adivinhar onde estava o futuro dos fabricantes. À produção em grandes quantidades, com os respectivos reflexos na baixa dos preços, juntavam-se pequenos pormenores técnicos que iriam mudar irreversivelmente a forma de estar da indústria relojoeira suíça: por exemplo, o aparecimento de uma simples coroa que facilitava substancialmente a tarefa dos proprietários dos relógios, quando pretendiam dar-lhes a necessária corda.

O fundador da Chopard compreendeu a evolução dos tempos e decidiu relegar a tradição para segundo plano: em 1920, transferiu a sede dos seus negócios para Genebra. Durante os anos 30 e 40, a pequena oficina de Genebra tinha crescido o suficiente para poder albergar 150 empregados. Enquanto isso, as vendas aumentavam, com a consolidação dos mercados do Leste e, também, dos países escandinavos, onde a Chopard dispunha de um forte acolhimento para os seus relógios. O desenvolvimento da empresa estava agora nas mãos de André Chopard, filho do fundador.

No pós-guerra, o mercado tornou-se mais concorrencial que nunca. Para um poder de compra em acelerado crescimento, surgiam concorrentes com tradições que mantinham acesa a disputa pelo mercado. No início dos anos 60, cem anos depois da fundação e quando Paul André Chopard, neto de Louis-Ulysses, tinha assumido os comandos do negócio, a família foi confrontada com dificuldades para financiar o necessário desenvolvimento das operações. Nenhum dos dois filhos de Paul André mostravam apetência para se juntarem ao negócio que deu fama ao seu apelido e a elevada competitividade do mercado exigia soluções drásticas. As opções que se colocaram a Paul André Chopard, já octogenário, eram claras: ou mantinha a empresa sob o comando da família ou encontrava uma solução externa que, embora com o custo do abandono do controlo pelos seus detentores tradicionais, poderia permitir a sobrevivência e expansão da marca. Em 1963 a decisão, “a mais difícil” da vida de Paul André, foi assumida: a Chopard foi comprada por Karl Scheufele.

O mundo da relojoaria não era estranho a este investidor alemão. A sua família tinha granjeado fama enquanto fornecedora de relógios e peças de joalharia para a Eszeha. Aliás, umas décadas antes, enquanto Louis-Ulysses se deslocava para o Leste europeu, rumo à Rússia em procura de novos clientes, o avô de Karl Scheufele, então um jovem empreendedor que havia fundado uma casa relojoeira em 1904, em Pforzheim, iniciava também um périplo proveitoso. Neste caso, para Ocidente em direcção a Nova Iorque, onde promoveu os seus relógios e jóias. Progressivamente, a partir do quarto de um hotel na grande metrópole norte-americana, as peças de Scheufele foram conquistando notoriedade.

Após a aquisição da Chopard, Karl Scheufele e a sua mulher, Karin, acompanhados dos filhos Caroline e Karl-Friederich, tomaram em mãos a gestão da empresa. Em 1974, o crescimento dos negócios e as necessidades de ajustar a produção à pressão da procura, levaram a Chopard a ser novamente deslocada para fora de Genebra, para a localidade de Meyrin. Actualmente, a Chopard produz 30 mil relógios por ano e cerca de 15 mil peças de joalharia, números que não se comparam com as modestas centenas que saíam das oficinas há apenas 25 anos. Curiosamente, só muito recentemente a Chopard passou a fabricar os seus próprios mecanismos para os relógios que produz, deixando de depender dos fornecimento de terceiros. Um processo meticuloso e demorado, que absorveu vários anos de trabalho e investigação.

O sucesso da marca passa agora por peças tão fascinantes como os modelos “Happy Diamonds”. Estes relógios incluem diversos diamantes que se deslocam livremente sobre o mostrador do relógio, situação que exigiu alguma investigação, nomeadamente para evitar que a dureza daquelas pedras preciosas danificasse o cristal que protege o mostrador. O criador foi o designer Ronald Kurowski. Mas a Chopard tem outros trunfos, como o desportivo “Mille Miglia”, que comemora a lendária competição automóvel transalpina. Ou o modelo que dispõe de um calendário perpétuo, que inclui a data, o mês, o ano e as respectivas estações, bem como as fases da lua.

Para completar o mecanismo deste calendário são necessárias 326 peças e um mês inteiro de trabalho. É por isso que é um Chopard.

27. Novembro 2011 by Rui Miguel
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